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15/2/2005 - Quatro chapas vão participardo processo eleitoral do Sinter

Das cinco chapas que se inscreveram para concorrer à eleição do Sinter (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima), marcada para o próximo dia 25, apenas uma foi impugnada pela Comissão Eleitoral.
A comissão deferiu o registro das chapas “Passando a Limpo”, do professor Odir Lucas; “Resgatando Nossos Valores”, com a professora Maria Rita Marin candidata a presidenta; “Moralização”, liderada por Jerônimo Andrade Soares; e “Vem Mais Por Aí”, do atual presidente, Carlos Alberto dos Santos Vieira. Foi impugnada a candidatura do professor Neusmar Cirino Vieira, da chapa “Sinter Mostra a Tua Cara”.
O resultado foi divulgado ontem à tarde no mural do sindicato e depois retirado pelos membros da Comissão Eleitoral, que também não notificaram as chapas, como determina o manual que rege as eleições da entidade.
No início da tarde, a presidenta da Comissão Eleitoral, Conceição das Graças Vieira, informou que o resultado só seria divulgado pelo secretário do grupo, que não compareceu à sede do Sinter.
Os professores que concorrem à presidência do Sinter estão suspeitando de parcialidade da comissão na condução do processo eleitoral da entidade. “Eles não estão se comunicando da forma correta com as chapas”, reclamou o professor Williams Rodrigues da Silva.
As suspeitas dos membros da chapa Passando a Limpo são mais graves. Eles acham que pode haver algum tipo de favorecimento ao atual presidente, Carlos Alberto Vieira, pelo parentesco da presidenta da Comissão com um dos assessores de Carlão.
Eles questionam o indeferimento do pedido de impugnação da chapa de Carlão. “Nós fizemos o pedido fundamentado em fatos concretos. O Carlão não fez a prestação de contas de 2004, e o regimento diz que só pode participar da eleição candidatos cujas contas estejam aprovadas”, afirmou o postulante ao cargo de diretor do Departamento de Servidores Federais, Manoel Vieira Pereira.
Além disso, lembra que o relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos precatórios, concluído no ano passado, aponta para a aplicação irregular de pelo menos R$ 300 mil em obras que não tiveram a aprovação da categoria.
O diretor do Departamento Jurídico, Walber Aguiar, disse que sua chapa vai procurar o Ministério Público para ver a possibilidade de impugnar na Justiça a candidatura de Carlão.
Em nota encaminhada à Redação da Folha, Carlão rebate as acusações da chapa Passando a Limpo e afirma que não possui nenhum envolvimento com a Comissão Eleitoral, que foi eleita em assembléia realizada pela categoria. (L.G.)

Fonte: Folha de Boa Vista (RR)

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