23/2/2005 - Fusame desequilibra contas em 2004
A Prefeitura de Americana fechou o exercício financeiro de 2004 com déficit orçamentário de R$ 19 milhões. A principal responsável pelo déficit foi a Fusame (Fundação Saúde de Americana), que apresentou déficit de R$ 41,3 milhões. A Gama (Guarda Armada Municipal de Americana) também teve déficit, que ficou em R$ 7,8 milhões. Os dados foram revelados pelo secretário da Fazenda Erotides Monsó, em audiência pública realizada ontem à noite, na Câmara.
De acordo com os dados apresentados, a dívida consolidada da administração está em R$ 95,9 milhões. Monsó lembrou que a dívida está parcelada até 2016 e que está longe do limite imposto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que para Americana seria de R$ 244 milhões. A administração direta apresentou superávit de R$ 28,5 milhões, assim como o DAE (Departamento de Água e Esgoto) que também fechou com saldo positivo de R$ 1,6 milhão.
O que mais chamou a atenção dos vereadores presentes foi o fato de o gasto com a folha de pessoal estar acima do permitido pelo LRF. Apesar do limite de 54%, a Prefeitura de Americana fechou 2004 com 58,3%. Monsó disse que a expectativa é que o crescimento da receita provoque a queda no percentual da folha.
O vereador da bancada de oposição, Luciano Corrêa (PSDB), chegou a elogiar as contas da prefeitura. Ele disse que, apesar do déficit orçamentário e da dívida consolidada, Americana é uma das cidades da região com as melhores finanças. “O que me preocupa é o alto percentual gasto com a folha, ainda mais agora que em breve terá reajuste nos salários dos servidores”, disse o tucano.
Marco Antônio Alves Jorge, o Kim (PDT), líder do prefeito na Câmara, disse que os números são resultantes dos benefícios sociais que a prefeitura oferece à população. “É melhor fecharmos com déficit orçamentário do que com dinheiro em caixa e sem os benefícios sociais oferecidos à população”, defendeu Kim.
Da dívida consolidada da prefeitura, que é R$ 95,9 milhões, R$ 54,8 milhões são da Fusame. Só de INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) são R$ 47,7 milhões, que estão sendo contestados. De FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) são mais R$ 4,1 milhões. Com a CPFL (Compahia Paulista de Força e Luz), mais R$ 659 mil; e de precatórios, outros R$ 12,3 milhões.
Fonte: Todo Dia (SP)
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