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18/4/2005 - Jarbistas apontam “mentiras” do PSB

Nota da União por Pernambuco isenta governador do aumento da energia
Daniela Nader/Arquivo Folha.

Aliados de Jarbas assinaram a nota contra socialistas

Karina Bernardes
Alvo dos aliados do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), no caso dos precatórios, o ministro da Ciência e Tecnologia e presidente estadual do PSB, Eduardo Campos, alcançou o objetivo de levar os arquiinimigos ao debate político. E sobre um tema mais técnico do que eleitoral: o aumento da tarifa de energia elétrica em cerca de 40%. Depois de considerar o reajuste como o “pedágio da BR-232”, o socialista provocou os jarbistas a responderem a nota paga, com outra nota, em defesa do governador. Para os socialistas, o Governo é culpado pelo reajuste . O texto-resposta, assinado pelos partidos que compõem a aliança (PMDB, PFL e PSDB), foi intitulado de “As mentiras do PSB sobre o aumento de energia”.
Ao contrário do que o PSB expôs, a União por Pernambuco garante que “não é verdade que o edital de privatização da Celpe obrigava a compra de energia pela Concessionária à Termopernambuco”. E destaca que a compra e venda de energia em todo o País sempre foi regulada pelo Governo Federal por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
“É mentira que o edital de privatização da Celpe tenha facultado à Termopernambuco comprar energia mais barata e vender mais cara. O edital tratou apenas da possibilidade de implantação da térmica”, ressalta a nota jarbista. O documento nega, ainda, que o contrato de compra de energia, assinado pela Concessionária e a Termopernambuco tenha tido a participação do Governo do Estado, conforme afirmou o PSB. “O contrato foi firmado depois da privatização e dependia única e exclusivamente da autorização da Aneel. Esta autorização foi concedida por meio do ofício n° 61/2000 - SFF/ Aneel, datado de 24 de janeiro de 2002”, complementa.
Num dos trechos mais incisivo da nota-resposta, a União por Pernambuco acusa o PSB de agir com “má fé”, ao dizer que o Governo do Estado autorizou a Termopernambuco a comprar energia mais cara. “O que está escrito no contrato de privatização da Celpe é exatamente o contrário”, rebate, recorrendo à quarta cláusula do contrato, para argumentar que a construção da térmica não pode ser utilizada para justificar aumento de tarifa. “O Governo Jarbas comandou o processo de privatização da Celpe, assim como age em todas as iniciativas, de forma transparente e íntegra, não aceitando insinuações sobre as medidas que adotou, muito menos quando têm origem em pessoas que comandaram algumas das operações financeiras mais lesivas às finanças públicas de Pernambuco”, assinala.
Porém, a parte em que a politização fica evidente se dá no final do texto, quando os governistas retomam ao caso dos precatórios, dirigindo-se diretamente ao ministro Eduardo Campos. “O PSB e o deputado Eduardo Campos, então Secretário da Fazenda, ainda devem aos pernambucanos explicações sobre a escandalosa e malfadada Operação dos precatórios, que penaliza o Estado até hoje. A única herança dessa operação, feita pelo Governo do PSB, foi uma dívida, em valores atuais, superior a R$ 1 bilhão, o que hoje implica num pagamento de R$ 120 milhões por ano”, arremata.

Fonte: Folha de Pernambuco (PE)

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