28/2/2005 - Banestes obteve 48,04% de retorno sobre o patrimônio
Vitória, 28 de Fevereiro de 2005 - Depois de amargar seguidos prejuízos e ser ameaçado de ser vendido em troca de precatórios, o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) apurou, em 2004, pelo segundo ano consecutivo, um lucro líquido de R$ 41,4 milhões, resultado 29,20% maior do que os R$ 32,1 milhões obtidos em 2003. Esse resultado representa um retorno de 48,04% sobre o Patrimônio Líquido (PL) em 31/12/2003, que era de R$ 86,2 milhões. Em 31/12/2004 o PL do Banestes atingiu o montante de R$ 120,6 milhões, 39,86% superior ao verificado em 2003.
"Os números do Banestes refletem as políticas de controle de gastos e de recuperação de crédito, bem como o incremento de novos negócios", assinala o diretor presidente do Banestes, Roberto da Cunha Penedo. Ele ressalta ainda que a credibilidade do Governo Paulo Hartung, aliada à competitividade do Banestes, vem proporcionando um ambiente favorável ao ingresso de novos recursos na instituição. Tanto que, no item liquidez corrente, o Banestes apurou o percentual de 75,77%, contra 59,30% registrados no final de 2003.
O total de recursos captados pelo Banco alcançou, no período, R$ 2,3 bilhões, representando um incremento de 21,54% em comparação ao saldo existente em 31/12/2003, que foi de R$ 1,9 bilhão. A carteira de crédito do Banco cresceu 23,46%, chegando ao final do ano com saldo de R$ 681,9 milhões, enquanto que em 2003 alcançou R$ 552,3 milhões. Essa evolução, segundo o diretor, decorreu principalmente do acréscimo registrado na carteira comercial e em Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACCs).
Em 2004, o Banestes realizou mais uma etapa do Alinhamento Estratégico iniciado no segundo semestre de 2003, ferramenta de gestão que tem norteado suas ações e projetos. No crédito rural, foi de R$ 46,4 milhões o volume aplicado no campo e 4.669 as operações contratadas. O crescimento no número de operações verificado em 2003, comparativamente ao ano de 2002, foi de 375%. Em 2004, no total de operações, o desempenho da carteira foi 36% maior do que em 2003.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Nilo De Mingo)
Fonte: Gazeta Mercantil (SP)
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