1/3/2005 - Dinheiro não aparece na conta do Sinter
Os R$ 57 milhões que deveriam estar depositados na conta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter) não apareceu desde a semana passada. A nova diretoria, que toma posse hoje, anunciou que deverá iniciar um novo processo de vendas dos precatórios.
Ao contrário do que foi prometido pelo então presidente do sindicato, Carlos Alberto Vieira, o Carlão, em entrevista à imprensa às vésperas da eleição ocorrida sexta-feira, as quatro contas do sindicato tinham somente R$ 11 mil. Esta é a informação repassada pela nova diretoria da entidade.
Ainda na manhã de ontem, o presidente eleito, professor Jerônimo Andrade, esteve reunido para discutir com os componentes da chapa que ficou em segundo lugar. A reunião foi para definir quem fará parte da diretoria que comandará o sindicato nos próximos anos.
A Ata geral da nova diretoria foi organizada ontem pela parte da manhã, quando aconteceu a reunião. A chapa segunda mais votada na eleição tem direito a 40% dos membros incluídos na chapa vencedora. As definições foram aprovadas pela Comissão Eleitoral e a posse da nova diretoria vai ocorrer às 10h de hoje.
A posse dos novos diretores ocorre em caráter de urgência, uma vez que amanhã começa a ser descontada a contribuição dos trabalhadores para o sindicato. Caso a nova diretoria ainda não esteja empossada, quem deverá administrar a aproximadamente R$ 50 mil será a antiga diretoria presidida por Carlos Alberto Vieira, o Carlão.
Fazendo um cálculo básico dos dois anos e meio que Carlão passou à frente do sindicato e dos valores que foram depositados na conta do Sinter, chegou-se ao valor de R$ 450 mil em contribuição. Durante este tempo de mandato, a diretoria de Carlão ainda não apresentou onde foi parar esse dinheiro, fato que deverá ser investigado nesta nova gestão.
Mas não é só isso. A nova diretoria vai ter que acertar ainda várias contas pendentes que fizeram com que os sindicalizados perdessem os convênios, como saúde, dentistas, oftalmologistas e até mesmo os convênios firmados com açougues.
“Vamos priorizar os convênios relacionados à saúde e, aos poucos, vamos organizar o resto das coisas. Acredito que no primeiro semestre da nossa gestão já estaremos com muitos deles regularizados”, disse Jerônimo.
Outra questão é a dos bens disponíveis no Sinter, que conta com um computador e um aparelho telefônico. Estes são os únicos bens que se encontram na sede da entidade e que são, no ponto de vista de Jerônimo, aproveitáveis.
Mas isso tudo ainda pode ser um passo para a descoberta de outros problemas, pois, segundo Jerônimo, uma verdadeira devassa será realizada no sindicato e, quando tudo tiver esclarecido, a imprensa será convidada a tomar conhecimento da situação real do Sinter. (T.B.)
Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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