3/3/2005 - Ex-secretário de Finanças explica números da gestão Taniguchi
A divergência numérica entre a gestão do ex-prefeito Cassio Taniguchi (PFL) e do sucessor, Beto Richa, será resolvida quando for analisada pelo Tribunal de Contas (TC). Na próxima semana, a Comissão de Economia e Finanças enviará os balanços apresentados pelo ex-secretário de Finanças Carlos de Carvalho e pela atual, Denise Basgal, para o TC emitir um parecer.
O presidente da Comissão, Luís Ernesto (PSDB), vai enviar os números apresentados pela equipe financeira do prefeito Beto Richa na segunda-feira que mostra uma dívida de R$ 53,9 milhões e da gestão passada, que apresenta um saldo positivo de R$ 6 milhões em caixa no dia 31 de dezembro.
O vereador Luís Ernesto explicou que os balanços apresentados seriam enviados para análise para a diretoria de contas municipais do TC. “Após o parecer do órgão responsável pela fiscalização do dinheiro público as medidas necessárias irão ser tomadas.”
Carvalho contestou o relatório apresentado para a Comissão de Economia e Fiscalização: “a prefeitura apresentou um relatório gerencial e não contábil.” O ex-secretário afirmou que o balanço oficial não bateu com o contábil: “oficialmente a gestão Taniguchi deixou uma dívida de R$ 16 milhões.”
De acordo com Carlos de Carvalho, as divergências são apenas conceituais. “Basta analisar os dados apresentados pela atual equipe financeira. Eles não levaram em consideração o que diz a lei. A prefeitura usou recursos disponíveis em caixa. A portaria 477, de 13 de setembro de 2002, foi uma instrução que permitiu a utilização dos ativos”, falou.
Para ele não foi realizada nenhuma ilegalidade no uso das verbas do IPTU e nem mesmo ao apresentar como dinheiro os recursos dos precatórios depositados em juízo e ainda não liberados pela Justiça.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)
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