7/3/2005 - Mais de 90 prefeitos da PB vão integrar marcha para Brasília
Mais de 90 prefeitos paraibanos estarão nesta segunda-feira, dia 7, em Brasília, participando, juntamente com outros gestores municipais do País, da "VIII Marcha em Defesa dos Municípios". O evento será realizado, entre 7 a 10 deste mês, no hotel Blue Tree Park. A convocação dos prefeitos foi feita pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios - CNM - Paulo Ziulkoski.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), confirmaram suas presenças na solenidade - prevista para às 18 horas - de abertura do evento, que conta também com os apoios da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM) e das Federações e Associações Estaduais e Microrregionais de Municípios.
"Precisamos mostrar ao governo federal que o movimento municipalista brasileiro está articulado e dispostos a fazer pressão pela aprovação de materiais que contemplem as prefeituras". É o que pensa o presidente das Associações dos Municípios da Paraíba - Famup, prefeito de Picuí, Rubens Germano Costa, "Buba", que estará liderando a caravana de prefeitos paraibanos na Capital Federal.
Na sua visão, esse evento é uma grande oportunidade para os municípios mostrarem aos parlamentares as prioridades essenciais em cada setor da administração pública e cobrar mais investimentos ao governo federal. Rubens Germano considera a queda da participação dos municípios no bolo tributário nacional como sendo um dos pontos mais importantes a ser discutido durante o evento.
Manoel Júnior quer novo pacto
A cidade de João Pessoa será representada no evento pelo vice-prefeito Manoel Júnior (PMDB). Ele afirma que vai participar da Marcha porque é municipalista e acredita no trabalho que vem sendo desenvolvido pela CNM há quase 20 anos em defesa dos municípios. Manoel Júnior, que já foi prefeito de Pedras de Fogo, diz que a preocupação dos gestores municipais é muito grande porque eles ganharam mais encargos e recebem, hoje, poucos recursos do governo federal.
Ele considera as reivindicações dos prefeitos justas e defende, urgentemente, a criação de um novo pacto federativo. O vice-prefeito vai cobrar verbas para investimentos, um limite de gastos com precatórios e o aumento do Piso de Atenção Básica e a flexibilização do acesso ao crédito. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressalta que os gestores municipais precisam se unir, concentrar esforços e buscar fontes financeiras para as suas atribuições.
Fonte: O Norte (PB)
Clique aqui para exibir todas as notícias...
« Voltar
|