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10/3/2005 - Na próxima semana, professores poderãonegociar precatórios com empresa do PR

Representantes da empresa Benneti Prestadora de Serviços Ltda estarão chegando a Boa Vista na próxima semana para negociar os precatórios com professores que queiram fazer a negociação dos títulos.
A empresa esteve em Roraima negociando os precatórios no dia 1º de fevereiro, quando vários professores lotaram o saguão do hotel Aipana para negociar com os empresários.

À época estiveram em Roraima oito funcionários da empresa entre advogados, administradores, contadores e seguranças. A empresa é de Curitiba (PR) e negocia os títulos a 10% do valor bruto ou 25% do valor líquido. Esta empresa chegou a realizar transação com a diretoria anterior do Sinter.
Ao negociar os títulos, os professores recebem à vista 10% do valor bruto dos títulos, sendo descontado INSS e Imposto de Renda da operação.
Outra proposta é o pagamento de 25% do valor líquido dos precatórios, com uma entrada de 40% no ato do fechamento do negócio e o restante dividido em vinte parcelas iguais.
O professor ainda pode optar por receber 20% do valor líquido, com o pagamento de 40% na hora e o restante em cinco parcelas mensais. Outra opção para os servidores é receber 22% do valor dos precatórios, com 40% de entrada e o restante em dez parcelas iguais.
Mais de cem professores fecharam negócio com a empresa, mesmo com desvalorização dos títulos. Muitos já gastaram todo o dinheiro recebido na entrada em pagamentos de dívidas contraídas na época em que o Sinter prometia a venda e pagamento de milhões pelos precatórios.
Na ocasião, quando souberam que iriam receber altos valores pelos títulos, muitos fizeram empréstimos ou realizaram compras a crédito, acreditando que o pagamento dos precatórios iria sanar todas as despesas. Como não houve negociação, os professores ficaram endividados com bancos e até mesmo agiotas.
A empresa Benetti chegou a estimar que o valor das negociações chegaria a R$ 18 milhões, mas este valor certamente deve aumentar com a volta dos representantes a Boa Vista, uma vez que aqueles que negociaram os valores disseram estar satisfeitos com a negociação.

“É melhor do que não receber nada. A gente esperou tanto tempo pelas promessas de que seria pago e nada. Paguei minhas contas e estou satisfeita” disse uma professora à Folha.
DÚVIDA – A professora Odineia João da Silva procurou o Sinter alegando que fez a negociação, mas ainda não havia recebido o valor acertado com a empresa. Segundo ela, o dinheiro deveria ter sido depositado em sua conta corrente no dia seguinte à negociação, o que não ocorreu.
O presidente do Sinter, Jerônimo Andrade, disse que para evitar situações como esta o sindicato deverá contatar com empresas interessadas na compra dos títulos para que negociem diretamente com os professores na sede do sindicato.
Jerônimo disse que o Sinter deverá atuar a partir de agora como intermediário, e não como procurador dos professores. A intenção é que os títulos não percam os valores tão significativamente. “Eles é que deverão negociar o preço com estas empresas. Aqui no sindicato eles poderão pedir até 30%, vai depender de cada professor”, disse.
A Folha entrou em contato com o representante da empresa Benetti, Alípio Maggi, por telefone. Ele explicou que o pagamento da professora Odineia não foi efetuado porque ela não foi até o cartório para cancelar a procuração feita nomeando o Sinter e passando para a empresa.
No ato da anulação, o escrivão informa imediatamente a empresa sobre o cancelamento e o depósito é feito na conta da professora. “Desde a semana passada estamos explicando isso a ela. Na hora que ela assinar a procuração, o dinheiro estará em sua conta, assim como foi com os outros professores que negociaram conosco e que já receberam o pagamento”, explicou. (T.B

Fonte: Folha de Boa Vista (RR)

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