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1/1/2005 - Para governar, Bacchim vai ter que driblar crise

Prefeito eleito de Sumaré herda dívida milionária a partir de hoje.

BACCHIM: “Prioridade total é reduzir gastos e aumentar a receita” Evandro Coev


O petista José Antônio Bacchim vai ter muito trabalho para administrar Sumaré nos próximos quatro anos. A principal dificuldade é a crise financeira enfrentada pela prefeitura. Dados fornecidos pela assessoria de imprensa da administração revelam que os cofres públicos de Sumaré devem cerca de R$ 82 milhões. Quase a totalidade referente a precatórios de desapropriações. O valor representa mais da metade do orçamento previsto para 2005, de R$ 157 milhões.

Um recente seqüestro de rendas no valor de R$ 9 milhões causou atrasos no pagamento da folha, do 13º salário e de fornecedores. O risco de outro seqüestro, que seria de R$ 44 milhões sem a correção monetária, causaria, segundo Bacchim, uma estagnação do trabalho do setor público.

Por isso, os principais projetos para a cidade dependem de um equilíbrio das finanças públicas. Questão de difícil entendimento da população, que cobra investimentos visando melhores condições de vida. Para o aposentado João Gonçalves, 75, a qualidade do atendimento nos postos de saúde do município deve ser a prioridade do prefeito.

“Para conseguir uma consulta demora muito, até meses. Para ser medicado, muitas vezes falta remédio na farmácia. Isso sem dizer que até material para uso das enfermeiras não tem. Constantemente elas (as enfermeiras) reclamam com a gente da falta de material como esparadrapo e outras coisas para trabalharem”, disse o aposentado.

Amigo de Gonçalves, José Gabriel, 66, também critica o setor de Saúde, e reforça dizendo que já constatou o fato de não ter gesso no hospital para atender pacientes que sofreram fraturas. “Isso é o fim do mundo”, desabafou. Ambos observaram a falta de segurança na cidade como outro ponto que merece atenção especial. “A gente sabe que segurança é competência do governo do Estado, mas, se a prefeitura criou a Guarda Municipal, então que ela faça sua parte direito”, disse Gabriel. A reclamação é com relação ao número de efetivo de guardas e a precária estrutura da corporação. “Quando alguém precisa acionar a guarda, demora muito para eles atenderem”, criticou.

O TodoDia constatou, no mês passado, que a base da Guarda no Jardim Bom Retiro estava fechada, apesar de o secretário de Segurança Pública do município, Antonio Pereira Veiga, garantir que estava em funcionamento.

Bacchim afirmou que o principal desafio será equilibrar as finanças. Ele ressaltou que a dívida que vai assumir consumirá, só em 2005, mais do que a prefeitura havia previsto para investimentos. “Prioridade total é reduzir gastos e aumentar a receita. Feito isso, na Saúde precisamos ampliar e melhorar o atendimento e na infra-estrutura levar asfalto e esgoto encanado aos bairros que hoje não contam com esses benefícios, melhorando assim a qualidade de vida desses moradores. Existem outras prioridades para Sumaré, uma delas é segurança, que pretendemos melhorar facilitando um trabalho em conjunto entre as políciais Civil e Militar e a Guarda Municipal”, explicou o prefeito.

Fonte: Todo Dia (SP)

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