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2/1/2005 - PSDB leva a Câmara

Vereador Dário Saadi é eleito presidente do Legislativo com 32 votos, inclusive de petistas

Rose Guglielminetti
Agência Anhangüera
rose@rac.com.br

Sem surpresas, o vereador Dário Saadi (PSDB) foi eleito ontem presidente da Câmara de Campinas para o biênio 2005-2007 com 32 votos. O tucano não conseguiu unanimidade porque a vereadora Marcela Dias Moreira (PT) se recusou a votar em Saadi e também no vereador Sebastião dos Santos (PMDB) para ocupar o cargo de 2ª vice-presidente. A composição da mesa foi decidida anteontem e a confirmação do tucano na principal cadeira do Legislativo recebeu a chancela do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).

Os vereadores que irão ocupar cargos na Mesa da Câmara terão direito a sete assessores, dois a mais dos que os demais parlamentares. Os salários dos comissionados variam de R$ 3, 2 mil a R$ 5, 2 mil. Foram eleitos para a Mesa os seguintes vereadores: Carlos Francisco Signorelli (PT) para 1ª vice-presidente, Santos como 2ª vice-presidente, Aurélio Cláudio (PDT) como 1º secretário, Noel Cordeiro Teixeira (PSC) como segundo secretário; o liberal Luiz Franco como corregedor. O petebista Jorge Schneider foi eleito corregedor substituto. Dos sete membros eleitos para a Mesa, apenas dois - Teixeira e Schneider - irão exercer o mandato pela primeira vez.

O novo presidente disse não acreditar que a sua condução à presidência neutraliza a oposição que o PSDB prometeu fazer à Administração Hélio, após o candidato tucano, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), ter sido derrotado por Hélio no dia 31 de outubro. “Não neutraliza porque o PSDB tem mais nove vereadores que vão estar no plenário autuando da maneira que o partido e o próprio parlamentar achar mais adequado”, ressaltou.

A primeira medida do presidente eleito ontem será encomendar um estudo para poder traçar quais serão as estratégias que irá implantar na área administrativa. “Queremos melhorar o atendimento à população”, disse. O tucano disse ainda que não irá alterar a reforma administrativa promovida pelo ex-presidente Signorelli. “Ela trouxe economia para os cofres públicos”, assegurou Saadi.

O vereador Petterson Prado (PPS) utilizou o seu discurso para reclamar ao novo presidente que não tem gabinete para iniciar o seu mandato. A reforma do prédio localizado no bairro Ponte Preta para instalar a nova Câmara, não ficou pronta para receber os novos vereadores. As obras estão orçadas em cerca de R$ 8 milhões. “Espero empenho desta Mesa para resolver o problema para termos o nosso direito de exercer o mandato. Isso é muito sério”, alertou.

Saadi disse ontem que a reforma deverá demorar cerca de um mês. Segundo o tucano, o atual prédio, localizado no Paço Municipal, será adaptado para acomodar os parlamentares “sem-salas”. “Alguns departamentos já mudaram para o novo prédio e iremos utilizar este espaço para instalar os parlamentares. Iremos agilizar as obras”, garantiu Saadi. Um dos lugares que os parlamentares serão acomodados será a antiga sala da presidência.

Bacchin anuncia secretários hoje

José Antonio Bacchin (PT), que assumiu ontem a Prefeitura de Sumaré, vai apresentar o secretariado e traçar as primeiras diretrizes de seu governo hoje, às 11h, no Centro Administrativo.

A transmissão de cargo, ocorrida ontem no Clube Recreativo foi presidida pelo vereador Luís Eduardo Amâncio (PPS) e contou com a presença do prefeito Dirceu Dalben (PPS). Hoje deverá ser anunciado também o nome do presidente da Câmara Municipal, disputada por nove vereadores.

Bacchin disse que entre as medidas prioritárias será equacionar as finanças do município, que passa por dificuldades. Entre janeiro e abril, Sumaré vai deixar de receber R$ 9, 5 milhões de investimentos, seqüestrados em função de um precatório de desapropriação, feita em 1986 para a construção do 3º Distrito Policial.

A sessão solene de posse do prefeito eleito em Vinhedo, João Carlos Donatto (PL), foi festiva ontem. Pela primeira vez, foi presidida por uma mulher, a vereadora Ana Luiza Genezini (PSDB), a mais votada. Donatto pretende realizar uma reforma administrativa. (Gilson Rei/AAN)

Em Valinhos, ex-prefeito se ausenta da transmissão

Gilson Rei
Agência Anhangüera
gilson@rac.com.br

A transmissão do cargo de prefeito não aconteceu ontem em Valinhos. Vitório Antoniazzi (PL) decidiu não participar da cerimônia de posse do prefeito eleito Marcos José da Silva (PMDB), no Paço Municipal. Foi a primeira vez que um prefeito decidiu abrir mão de uma cerimônia no município.

Com isso, Silva empossou à revelia, acompanhado de sua equipe de governo e de aproximadamente 800 populares que lotaram a entrada do Paço Municipal e a parte externa, onde ocorreu depois show de grupos locais. Antoniazzi não foi localizado para explicar os motivos de sua decisão.

A dívida da Santa Casa, estimada em R$ 9 milhões, acirraram os ânimos entre Antoniazzi e Silva após a eleição. Silva lembrou que a intervenção de quatro anos, feita na administração de Antoniazzi, quebrou a Santa Casa, único hospital da cidade. “A Prefeitura assumiu a Santa Casa quando havia uma dívida de R$ 800 mil e devolveu à irmandade com uma dívida de R$ 8 milhões”, disse. “Vamos ajudar no que puder, como a verba do Carnaval de 2005, que será destinada ao hospital, e buscar parcerias com empresas”.

Silva lembrou que o Banco do Brasil seqüestrou parte da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que viria para Valinhos para poder pagar um precatório de desapropriação. Neste mês de janeiro, Silva informou que foram descontados R$ 500 mil, mas que deverão descontar, ao todo, R$ 1, 8 milhão.

A nova Administração vai ter também uma despesa de R$ 130 mil por mês com o transporte do lixo, pois o aterro da Prefeitura foi extinto. “Outros gastos deixados pela Administração anterior somam quase R$ 5 milhões, entre precatórios, convênio médico e folha de pagamento atrasada”, disse.

O novo prefeito vai iniciar os trabalhos hoje, às 8h30, em reunião com toda a equipe de governo. Entre os temas em pauta está o pagamento dos salários de dezembro, que os servidores não receberam porque o prefeito anterior pagou apenas o 13º. Outro assunto será a demissão de 100 cargos comissionados e uma política de austeridade na Prefeitura.

“Medidas de contenção nos gastos deverão gerar uma economia de, pelo menos, R$ 300 mil por mês no orçamento do município”, calculou Silva. Uma das medidas foi a redução no número de secretários e diretores, que vão gerar um economia mensal de R$ 100 mil. Das 18 Secretarias que existiam passou para 13 Secretarias.

Fonte: Diário do Povo (SP)

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