27/5/2005 - Sagaz nega elegilidade de Paulo Afonso Vieira
A tentativa de reverter a inelegibilidade do ex-governador e atual deputado federal Paulo Afonso Vieira (PMDB) é contestada pelo advogado do Partido Progressista (PP), Gley Sagaz. Segundo ele, a ação que o peemedebista pretende entrar na Justiça estadual para tentar readquirir a elegibilidade, perdida há dois meses, é "inócua", "protelatória" e "vergonhosa. " "Ele (Paulo Afonso) pretende burlar a Justiça para reaver os direitos políticos. A Justiça não socorre aos que dormem", dispara o advogado.
O ex-governador tornou-se inelegível por cinco anos porque não recorreu dentro do prazo legal da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que não acolheu o recursos que pedia a anulação dos atos que rejeitaram as suas contas de 1996. O processo transitou em julgado em 16 de março passado. O peemedebista alega que não contestou a decisão judicial porque o seu advogado, Aristid es Junqueira, irá entrar com uma outra ação amparando-se na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a denúncia de crime contra o sistema financeiro no caso das Letras.
Mas o STF segue com o processo por falsidade ideológica da ordem de serviço, sem a qual não poderia emitir os títulos do Tesouro para o pagamento de precatórios considerados inexistentes, entre outras ações. Para Sagaz, não há correlação entre a rejeição das contas com a decisão do STF. " É um deboche à Justiça. Não há correlação alguma entre a rejeição das contas e a emissão de letras financeiras do Tesouro Estadual para pagar precatórios inexistentes", diz o advogado.
Já Paulo Afonso, ouvido ontem novamente pela reportagem de A Notícia, rebateu os ataques de Sagaz dizendo que a decisão é da Justiça. "Gley Sagaz é um desabonado da vida. A Justiça é que vai dizer se há vínculo ou não", afirm a o peemedebista, para quem a relação das contas rejeitadas com as letras é evidente. " As contas foram rejeitadas com base na emissão das letras", diz Paulo Afonso, que aposta na tramitação da nova ação para voltar a ter os direitos políticos.
Fonte: A Notícia (SC)
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