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31/5/2005 - Araçatuba arrecada mais no quadrimestre

A arrecadação de Araçatuba cresceu 7,52% - o equivalente a R$ 5,1 milhões - no primeiro quadrimestre de 2005 em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada ontem pelo secretário de Fazenda do município, José Luiz Rovedilho, em audiência pública de prestação de contas realizada pela administração na Câmara.

De acordo com balancete divulgado pelo secretário, nos primeiros quatro meses de 2005 o município arrecadou R$ 73,4 milhões, enquanto em 2004, no mesmo período, foram R$ 68,3 milhões.

Do dinheiro que ocupou os cofres do município nos primeiros meses do ano, R$ 27,8 milhões, é de receitas próprias. Segundo Rovedilho, tem origem na arrecadação de tributos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Outros R$ 45,6 milhões vêm de repasses dos governos federal e estadual à administração.

Durante a prestação de contas, a administração divulgou também a arrecadação do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) nos primeiros meses do ano. No primeiro quadrimestre de 2005, a autarquia arrecadou R$ 10,4 milhões, enquanto no mesmo período de 2004 foram arrecadados R$ 10,3 milhões.

Pelos números apresentados, nos primeiros quatro meses deste ano o município empenhou R$ 62,9 milhões para o pagamento de suas despesas. No ano passado, foram empenhados no período R$ 53,1 milhões.

No Daea, os gastos neste ano somam R$ 10,7 milhões. Já em 2004, a autarquia teve despesas de R$ 10,4 milhões nos primeiros meses do ano.

SEM ESBANJAR - De acordo com Rovedilho, o fato de o município ter arrecadado 7,52% a mais este ano, no primeiro quadrimestre, não significa que a administração deve esbanjar dinheiro. Segundo ele, os primeiros quatro meses do ano são o período que a Prefeitura mais arrecada no ano.

"Temos que usar esse dinheiro para suprir uma baixa na arrecadação dos próximos quadrimestres e sanar alguns compromissos que teremos para estes períodos", explica.

Rovedilho acrescenta que parte do dinheiro arrecadado será guardada para pagar a primeira parcela dos trabalhadores no meio do ano. O secretário também apresentou números dos últimos 12 meses sobre gastos com folha de pagamento. A administração gastou com funcionários ativos e inativos R$ 81,7.

PRECATÓRIOS - Apesar de a prestação de contas ser dos quatro primeiros meses do ano, o prefeito abriu a audiência relembrando "dinossauros" da administração, como a dívida que ele afirma ter conseguido reduzir em seu primeiro mandato. Maluly também se queixou, estimulado pelo vereador Marcos Salatino (Prona), de precatórios referentes à construção da avenida Café Filho na administração de Domingos Andorfato (PTB).

Segundo ele, a dívida hoje gira em torno de R$ 21 milhões com a construtora Camargo Correia. Maluly disse na audiência que se reúne hoje com advogados da empresa, em São Paulo, para discutir a redução da dívida e sua forma de pagamento.

Por lei, o precatório deve ser pago em dez anos. "Vamos propor um pagamento progressivo, com um valor baixo nas primeiras prestações e parcelas maiores já no final", diz.

PARTICIPAÇÃO - Mais uma vez a audiência de prestação de contas teve baixa participação de populares. Basicamente, assistiram à prestação de contas, que durou pouco mais de 1h15, assessores de gabinete e funcionários que ocupam cargos de confiança na administração.

Audiência realizada ontem na Câmara para prestar contas da administração municipal e do Daea voltou a não atrair público: sem esbanjar dinheiro, garante secretário.

Fonte: Folha da Região (SP)

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