8/6/2005 - SINTER Diretoria afastada aguarda decisão judicial
O presidente afastado do Sinter (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima), Jerônimo Andrade, acredita que o recurso contra a liminar que o tirou do cargo pode ser julgado até o final desta semana. A ação está no Tribunal de Justiça e tem o desembargador Lupercino Nogueira como relator.
O professor Andrade foi afastado por uma decisão da 6ª Vara Cível no dia 7 de abril em uma ação impetrada pelo seu antecessor, Carlos Vieira, o Carlão, que ficou em terceiro lugar nas eleições realizadas no início deste ano. Carlão argumentou na Justiça que o processo eleitoral foi fraudulento e conseguiu ser novamente empossado por meio de liminar.
Ele foi empossado na mesma data com o compromisso de convocar novas eleições em trinta dias. Já se completaram sessenta dias e o processo não foi deflagrado. Enquanto isso, o professor aguarda o julgamento de recurso. Ele pede a recondução ao cargo ou a convocação de novas eleições.
O professor afirma que até agora não entendeu a decisão da justiça. “Já que eles consideraram os argumentos do Carlão, deveriam ter empossado a chapa que ficou em segundo lugar”, contesta.
Andrade acusa o atual presidente de suspender o pagamento dos convênios que sua diretoria conseguiu regularizar no pouco tempo que ficou à frente do
Sinter. Andrade diz que quando deixou o cargo havia regularizado a situação do plano de saúde com a Unimed e reativado convênios com vários supermercados e drogarias.
“Mas ele não paga a farmácia há dois meses; deve mais de R$ 20 mil em um supermercado e deixou de honrar os compromissos com a Unimed. Depois que nós saímos ele não fez nenhum pagamento”, lamenta.
Andrade diz ainda que é procurado por empresários do Centro-Sul do País interessados na compra dos precatórios do Sinter. “Eles dizem que não querem negociar com o Carlão e que vão esperar o retorno da nossa diretoria para apresentar suas propostas”, frisou.
O presidente afastado lamenta ainda que por causa dessa decisão entre mil e mil e quinhentos trabalhadores da educação pediram desligamento do Sinter e foram se filiar ao Sindsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) ou no sindicato dos professores estaduais, fundado recentemente. “Se ele estivesse fazendo uma boa administração, esse pessoal não estava saindo”, afirma. A Folha entrou em contato com Carlão, mas não foi encontrado no celular nem no telefone do Sinter.
Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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