17/6/2005 - Mais pessoas podem ser presas e até juiz teve assinatura falsificada
Embora Carlão tenha sido indiciado por crime de formação de quadrilha, até o fechamento desta matéria, às 19h30, nenhum outro acusado fora preso ou detido. A Folha apurou que existe uma segunda pessoa a ser presa, mas a delegada Cândida Magalhães não quis confirmar a informação. No entanto, ela adiantou que a Operação Coruja deverá continuar. O PROCESSO – Tudo começou a partir das inúmeras denúncias feitas por professores à Central de Inquéritos da Polícia Civil. A categoria questionava o padrão de vida elevado que Carlão levava. Meses atrás fora protocolado um dossiê completo sobre as supostas irregularidades cometidas por ele à frente do Sinter.
A negociação irregular dos precatórios foi o principal motivo da prisão do presidente do Sinter. Segundo a delegada titular da Central de Inquéritos, Cândida Alzira Bentes de Magalhães, os professores repassaram procurações para Carlão vender o benefício. Isso ainda está ocorrendo em todos os estados do Brasil.
“O valor total dos precatórios ainda está sendo contestado e não foi reconhecido, mas é pouco mais de R$ 300 milhões para os professores e R$ 49 milhões de honorários para o sindicato”, disse a delegada, ao acrescentar que o presidente do Sinter continua enriquecendo incompativelmente com sua renda.
Para a negociação dos precatórios em outros estados, Carlão teria falsificado diversas assinaturas de juízes da Vara do Trabalho. Só com essas assinaturas que as empresas interessadas na compra do benefício poderiam iniciar as negociações. “Isso será apurado pela Justiça Federal”, afirmou a delegada Cândida Magalhães.
Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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