20/6/2005 - Polícia apreende documentos nas casas de Carlão e da ex-tesoureira do Sinter
Através de um mandado de busca e apreensão realizado na última sexta-feira, a Central de Inquérito da Polícia Civil encontrou nas residências do ex-presidente do Sinter, Carlos Alberto Vieira, o Carlão, e da ex-tesoureira do sindicato, Maria Rita Marin, vários documentos que comprovam o enriquecimento ilícito do sindicalista e da ex-tesoureira que sumiu desde a prisão de Carlão, na quarta-feira.
Na casa de Carlão, na rua Eduardo Ribeiro, no bairro São Francisco, foram encontrados documentos, datados de dezembro do ano passado, em que o sindicalista vendia os precatórios, com valores acima de 300 milhões de reais. Foram encontrados, ainda, dois termos de compromisso de compra e venda dos precatórios, o que, para a delegada Cândida Alzira Magalhães, configura estelionato. “Ele (Carlão), vendia os precatórios e ficava com os valores”.
Também estão em poder da Central de Inquérito várias notas fiscais de compra de eletrodomésticos e móveis para casa. Tem uma de maio de 2002 no valor R$ 4.140,00, referente à compra de uma TV de 50 polegadas e outra de R$ 4.631,00 de setembro de 2003.
De maio do ano passado são duas notas, uma no valor R$ 11 mil e outra de 15 mil reais. Pelo que consta, todas as compras foram feitas com pagamento à vista. Ainda foram encontrados na residência de Carlão recibos de pagamento do sindicato no valor de 4 mil reais e de aluguel de casa no valor de mais de mil reais, todos de 2003.
A polícia encontrou, também, três cheques de 2003, que juntos somam R$ 16.600,00 e um outro de R$15 mil, além de um talão de cheques de conta pessoal. Estava em poder de Carlão uma relação com os nomes dos professores que têm direito aos precatórios.
Na residência de Maria Rita Marin, na Rua Sócrates Peixoto, bairro Jardim Floresta, a delegada Cândida disse que não foi preciso arrombar a porta, pois a mesma já estava aberta e em alguns compartimentos tinha ração para animais no chão da casa. “Ficamos sabendo de vizinhos que desde a prisão de Carlão, ela (Maria Rita) não foi mais vista em casa”.
Em posse da ex-tesoureira, a Polícia Civil encontrou documentos em que Maria Rita diz ser representante do sindicato para vender os precatórios, além de televisores, computador, som, filmadora, sua identidade e um talão de cheques em que todas as folhas estavam assinadas por Carlão.
“Como Maria Rita não foi localizada, vamos investigar para sabermos onde ela está para depois ser intimada”, disse a delegada Cândida Alzira, ao informar que a ex-tesoureira será investigada com mais profundidade para saber se sua participação no esquema é somente de apropriação indébita, assim como já está sendo feito um trabalho de investigação para ver se existem mais pessoas envolvidas. “Há indícios de formação de quadrilha”, disse.
Segundo a delegada, a ex-tesoureira Maria Rita já foi indiciada porque foi comprovada na ata de assembléia geral para prorrogação do mandato de Carlão como presidente do Sinter, do dia 29 de agosto do ano passado, que ela falsificou mais de 60 assinaturas dos sindicalizados.
Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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