23/6/2005 - CASO SINTER Inquérito deve ser concluído amanhã
A Polícia Civil tem até amanhã para concluir o inquérito 055/2004 que prendeu o ex-presidente do Sinter (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), Carlos Alberto Vieira, o Carlão, a ex-tesoureira, Maria Rita Marin e o advogado Wilton Gomes de Lima. O prazo de 10 dias passou a contar da primeira prisão, em 15 de junho.
Na noite de terça-feira passada, Maria Rita e Wilton de Lima foram presos. As acusações são as mesmas que Carlão responde: estelionato (de um a cinco anos de reclusão e multa), apropriação indébita (de um a quatro anos e multa), formação de quadrilha (de um a três anos e multa) e falsidade ideológica (de um a cinco anos, mais multa e, quando trata de documentos públicos, aumenta um terço da pena).
No caso do advogado, há suspeitas de participação no esquema de venda dos precatórios, mas as investigações ainda não comprovam. Ele ficará detido por cinco dias em cela especial no 3º Distrito de Polícia, por se tratar de prisão temporária.
Só na noite de ontem que Maria Rita - depois de ter tido alta no Hospital da Unimed - foi encaminhada para o Instituto Médico Odontológico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Em seguida, foi levada para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde há ala feminina. Ela e o Carlão ficarão em cela especial por serem professores de ensino fundamental e médio, como prevê a Lei 7172/83.
Embora o inquérito esteja na 4ª Vara Criminal, a delegada responsável pelo processo, Cândida Alzira Bentes Magalhães, garantiu que já estará finalizado no período previsto em lei e não há possibilidade alguma de que os detidos peçam relaxamento de prisão, permitido em caso de não conclusão no prazo de 10 dias.
“Agora não há mais indícios de que Carlão e Maria Rita tenham cometido os crimes, e sim materialidade”, afirmou Cândida Alzira, ao argumentar que por se tratar de prisão preventiva, eles poderão ficar detidos por até 81 dias.
ESCLARECIMENTOS – Conforme a delegada, o ex-advogado do Sinter, Wilton de Lima, poderá prestar esclarecimentos hoje sobre o possível envolvimento no esquema. Em entrevista para a Folha , ele declarou que “foi advogado do Sinter, e não é mais”.
Ele foi indiciado por ser considerado namorado de Maria Rita e há indícios de que ele participou com ela das vendas dos precatórios. Segundo levantamento da Polícia Civil, Wilton de Lima reside no Rio de Janeiro.
A partir do encerramento do inquérito, qualquer outra informação referente ao caso será encaminhada diretamente para a Justiça. A delegada Cândida não adiantou se há outros mandados de prisão, mas afirmou que está investigando a participação de outras pessoas no esquema.
Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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