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28/6/2005 - "Saia justa" e polêmica na posse da PGE

O discurso em que deu posse à nova procuradora geral do Estado, Idelva Ferreira Pinto, e ao novo chefe de Defensoria Pública, Pedro Rêgo Leite, feito pelo governador Ronaldo Lessa, foi recheado de advertências, avisos aos integrantes do governo, polêmica e reação da Associação dos Procuradores à exoneração do procurador Ricardo Méro.
O presidente da Associação, Augusto Galvão, reagiu às declarações de Lessa, ao falar em um suposto favorecimento do ex-procurador sobre os precatórios, durante a posse de Idelva e Leite. “É um absurdo”, resumiu.
Tamanho era o embaraço causado pela presença de Galvão, que o governador, pouco antes do discurso do presidente da Associação dos Procuradores, retirou-se do Salão dos Conselhos. Foi para trás do Salão, tomou um copo de água na copa e era possível escutar Lessa falando alto com sua assessoria e batidas de um copo de vidro no balcão de mármore.
O presidente da Associação aguardava o governador, a platéia estava atônita e a nova procuradora-geral do Estado abaixou a cabeça.
Lessa voltou ao Salão, dois minutos depois, enxugando as mãos e, pouco olhando para o presidente da Associação, acompanhou o discurso de Galvão em defesa de Méro.
Lessa reagiuem seu discurso, logo após a fala de Galvão, afirmando ter sido “difícil” ter retirado o antigo procurador do cargo, e justificou: “Eles não podiam, eticamente, receber [os precatórios] na frente dos outros, sobretudo porque tem um compromisso de primeiro pagar os doentes e idosos. Foi por isso. Fica o exemplo para os outros”, avisou Lessa, aplaudido em seguida, e referindo-se também ao subsecretário da Receita, Evandro Lôbo, exonerado na semana anterior pelo mesmo motivo: pagamento antecipado de precatórios. “Cortei na carne”, atestou.
Mudanças
A primeira mulher a comandar a Procuradoria Geral do Estado (PGE) assumiu o posto ontem. Idelva Ferreira Pinto, 56, é procuradora há 19 anos. “Não vejo problemas na Procuradoria. Ela funciona normalmente”, disse a nova-procuradora-geral.
Pedro Rêgo Leite, 60, era da subdefensoria pública. Atua há 18 anos, “sempre na defensoria pública”, como explicou: “A Defensoria tem que melhorar o seu quadro para assistência no interior. Temos 40 defensores, mas precisamos dobrar para melhorar esses serviços”.

Fonte: Gazeta de Alagoas (AL)

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