30/1/2005 - Sem fila antes da aposentadoria
Trabalhadores ativos têm alternativas para só enfrentar os problemas de atendimento das agências do INSS quando for indispensávelO Governo federal já fez muitas promessas de melhoria no atendimento do INSS. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que uma das prioridades este ano é melhorar a qualidade no atendimento e diminuir as filas. O ministro da Previdência Social, Amir Lando, também garantiu mutirão para acelerar os processos de revisão do benefício. Mas, enquanto as promessas não viram realidade, os trabalhadores ativos e não só os aposentados podem apreender a usar as informações disponíveis no site da Previdência (www.previdenciasocial.gov.br) e o Prevfone (0800-780191) a seu favor, evitando idas desnecessárias às agências do instituto.
Na Internet, os trabalhadores que contribuem para o INSS podem acompanhar o andamento de processos, atualizar endereço, calcular a aposentadoria, a contribuição, obter informações sobre precatórios e solicitar benefícios, como aposentadorias e pensões, sem precisar enfrentar filas e pegar senhas para obter as informações que desejam.
No caso da pensão por morte e da licença-maternidade, os interessados podem iniciar o processo pela Internet, mas são obrigados a comparecer depois a uma das agências, que funcionam das 8h às 15h. No Prevfone, é possível acompanhar o andamento de processos e descobrir quais documentos são necessários para requerer cada tipo de benefício.
Funcionários reconhecem problemas no atendimento
Os próprios funcionários das agências reconhecem deficiências no atendimento, que fogem à competência de gerentes e supervisores. Um dos principais problemas é a falta de servidores. Na gerência do Centro, há, em média, 20 profissionais por unidade, que não conseguem dar conta do atendimento. São cinco mil pedidos de benefícios por mês. Em abril, vão chegar nove funcionários, mas o número continua insuficiente, afirmam servidores do INSS. A carência é de concessores, médicos peritos, assistentes sociais e apoio.
Outra preocupação interna é a qualificação dos concessores de benefícios, que não precisam ter Nível Superior e passam por treinamento de 30 a 60 dias. A reciclagem fica a cargo do supervisor, e quando ocorre. Ainda assim, eles precisam conhecer a fundo a legislação previdenciária.
O problema acaba estourando no colo do segurado. Um exemplo foi o drama vivido pela aposentada M.G.S, 53 anos. “A chefe do posto da Rua André Cavalcanti disse para o meu cunhado: ‘Se ela está com pressa para ter a aposentadoria, vai esperar um ano'. O meu benefício levou um ano e um mês para ser concedido e podia ter levado até mais tempo”, conta a segurada.
Fonte: O Dia (RJ)
Clique aqui para exibir todas as notícias...
« Voltar
|