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29/12/2004 - Dalben é investigado em denúncia de corrupção

Prefeito é acusado de integrar esquema para aprovar loteamento.


DALBEN: prefeito alega ter sido vítima de armação de opositores O prefeito de Sumaré, Dirceu Dalben (PPS), é alvo de investigação da PGJ (Procuradoria Geral de Justiça) e do MP (Ministério Público) de Sumaré. Ele é acusado pelo corretor imobiliário Raimundo Nogueira de Lima, foragido da Justiça, de ter cobrado propina para levantar fundos para a campanha eleitoral do ano de 2000, quando foi reeleito. Ciente do processo investigatório, iniciado quando a denúncia foi protocolada no MP, em 25 de agosto deste ano, Dalben alega inocência e diz ter sido vítima de uma “armação política”.

De acordo com a representação feita por Lima no Ministério Público, além do prefeito, secretários municipais, vereadores e empresários de Sumaré também estariam envolvidos no esquema. A proprina viria de um loteador, que possui um empreendimento aprovado na cidade e tinha interesse em que a administração municipal priorizasse o pagamento de precatórios que lhe pertenciam. O caso só foi denunciado porque parte do acordo não teria sido cumprido e o loteador teria pedido a reintegração de lotes vendidos por Lima, o que hoje lhe custa um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Segundo a representação feita no MP e a qual o TodoDia teve acesso, Lima informa que no ano 2000 era sócio de uma imobiliária e que, em julho daquele ano recebeu a visita de um candidato a vereador, que o convidou a participar de uma reunião na residência do prefeito. No encontro, Dalben teria solicitado ajuda dele para que candidatos de um outro partido político lhe prestassem apoio à reeleição. Em troca o prefeito daria ajuda financeira aos candidatos e garantia de emprego caso perdessem a eleição. Ele cita, inclusive, os nomes dos candidatos que perderam a eleição e foram contratados posteriormente por Dalben.

Ainda durante a campanha eleitoral o corretor disse ter sido procurado por um loteador, que lhe pediu ajuda para aprovar um empreendimento que estava em desacordo com a legislação municipal. Ele alega ter procurado o prefeito, lhe explicado o assunto e ter sido orientado a conversar com um funcionário do primeiro escalão da prefeitura, que lhe indicou uma outra pessoa, que teria dito que a regularização do loteamento seria possível com um custo de R$ 300 mil. Do total, metade seria gasto com materiais para a infra-estrutura do loteamento e o restante na campanha à reeleição.

Lima teria combinado a negociação e marcado um almoço com os responsáveis pela legalização do empreendimento em uma churrascaria da cidade. O corretor disse que neste encontro lhe foi informado que uma mudança na legislação do uso e ocupação do solo na Câmara custaria R$ 8 mil a cada vereador e que seriam necessários nove votos, o que totalizaria R$ 72 mil. Além disso a parte para a campanha seria, possivelmente, acima de R$ 100 mil e que era necessário um outro montante para um secretário municipal. Toda a conversa teria sido filmada, gravada e legendada e uma cópia anexada na representação feita no Ministério Público.

Fonte: Todo Dia (SP)

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