5/2/2005 - Déficit do INSS vai crescer 25% este ano
O déficit da Previdência Social deve dar um salto de 25% este ano, passando para R$ 40,9 bilhões. A previsão é do próprio Ministério da Previdência e foi publicada no Diário Oficial da União. Parte do aumento é atribuída ao reajuste do salário mínimo e ao pagamento de precatórios, incluindo a correção e os atrasados do Índice de Revisão do Salário Mínimo (IRSM).
As despesas previstas pela Previdência para 2005 chegam a R$ 143,22 bilhões, sendo que R$ 3,12 bilhões para o pagamento dos precatórios. Os benefícios previdenciários equivalem a R$ 140,09 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão é o impacto do reajuste do salário mínimo de R$ 260 para R$ 300.
A arrecadação prevista para 2005 é de R$ 102,3 bilhões. Desse valor, R$ 7,3 bilhões são resultado da recuperação de crédito de contribuintes devedores. Os demais R$ 94,9 bilhões são fruto da receita corrente.
Na avaliação do Ministério, a estimativa de déficit é pessimista. O governo espera que a arrecadação cresça e que a necessidade de financiamento seja reduzida. Mas a assessoria de imprensa da Previdência Social informa que ainda não há conhecimento de qualquer medida extraordinária que possa ser tomada para conter a aceleração do déficit.
Em Pernambuco, a Diretoria da Receita Previdenciária trabalha com a perspectiva de crescimento de 16% das receitas este ano com as ações de combate à sonegação, sobretudo aos 150 maiores devedores (que respondem por um déficit de R$ 2 bilhões para um total de R$ 3 bilhões), e com a ampliação das fiscalizações. Com essa projeção de aumento, a arrecadação deve atingir R$ 1,70 bilhão no ano. Em 2004, o valor recolhido ficou em R$ 1,43 bilhão.
“O que arrecadamos corresponde apenas a 33% do que pagamos”, comenta Luiz Carlos Queiroz, chefe da Receita Previdenciária em Pernambuco. Isso representa uma despesa de R$ 4,6 bilhões em 2004 e um déficit de R$ 3,2 bilhões. Se a perspectiva de Pernambuco acompanhar os cálculos nacionais, com uma elevação de 25% no déficit, esse rombo vai passar para R$ 4 bilhões.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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